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Amizade à primeira vista pode estar ligada aos cheiros semelhantes entre as pessoas, diz pesquisa

Cientistas reforçam, com novas descobertas, o papel dos odores nas aproximações e interações das pessoas que nunca se viram antes.

INSTITUTO WEIZMANN/REPRODUÇÃO

De acordo com o Metrópoles, pesquisadores israelenses estão perto de descobrir se é possível uma pessoa se tornar a melhor amiga da outra, com uma amizade à primeira vista. Na última sexta-feira (24), foi publicado na revista científica Science Advances um estudo sobre o assunto.

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Os estudiosos explicam que pessoas que se tornam amigos instantaneamente, e se dão bem no primeiro contato, têm cheiros semelhantes. Foi feito um teste com voluntários, que nunca tiveram contato, e a iniciativa foi capaz de prever que os indivíduos se dariam bem uns com os outros em 71% dos casos analisados.

Na primeira fase do estudo, foi usado um nariz eletrônico, que analisou as roupas de 20 pares de amigos. Eles receberam a orientação para dormirem sozinhos e não comerem nada com odor forte, a exemplo de curry ou alho. O banho precisou de sabonete sem cheiro.

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Todas as pessoas, que foram submetidas ao estudo, usaram uma camiseta de tecido de algodão por cerca de seis horas, durante uma semana, todas as noites. Após esse período, as camisetas foram separadas e congeladas, antes que fossem analisadas pelo nariz eletrônico, que detectou as semelhanças. Os voluntários foram chamados para comparar os odores na fase seguinte.

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Nos dois testes, foi comprovado mais similaridades entre pessoas com odores semelhantes, do que entre os estranhos. Os cientistas também queriam saber, com o “jogo de espelhos”, se seria possível prever que duas pessoas se tornaram amigas pelo cheiro.

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Os voluntários desconhecidos foram submetidos a participarem da brincadeira do espelho, no qual um fica na frente do outro, imitando o movimento do colega. Um terço dos escolhidos para fazer o teste confessaram ter se identificado com outra pessoa durante a brincadeira do espelho. Tanto o nariz eletrônico quanto os farejadores humanos confirmaram a similaridade dos cheiros dos colegas que se deram bem durante os testes.

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Escrito por Valeria Soares

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