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Mestranda em Ciências Políticas fala sobre inclusão de pessoas transgêneras no mercado de trabalho

Gestora pública transexual, Gabriella Bueno, falou sobre as dificuldades que homens e mulheres trans vivem no mercado de trabalho.

Foto: Divulgação

Viver em uma sociedade com padrões tradicionais e normativos não é fácil, principalmente para uma mulher trans. A perseguição, infelizmente, é algo comum. Os olhares preconceituosos causam desconforto. Os dedos apontados, medo. A ignorância e ódio andam lado a lado, mas Gabriella Bueno, gestora pública e mestranda internacional em Ciências Políticas, está disposta a dar um grande passo e mudar o cenário brasileiro.

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O Brasil é o país que mais mata pessoas trans. As condições sociais são muito desfavoráveis, pois muitas são preteridas no mercado de trabalho devido à sua identidade de gênero, mesmo que sejam capacitadas e graduadas. 

Meu projeto é fazer recruta dentro do RH das empresas e entender se elas realmente prezam pela diversidade e inclusão de minorias. Meu foco é na população trans, pois sei que há uma grande invisibilidade social e sinto na pele o quão difícil é ocupar lugares importantes. Quando há uma oportunidade, existe, sim, uma preferência por uma trans branca. Isso quando os cargos oferecidos estão bem abaixo dos demais. Precisamos de igualdade! Queremos e devemos estar na linha de frente”, a gestora pública pontua.

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A jornada é longa, mas há aliados nesta luta. O TransEmpregos é um deles. O maior banco de dados de currículo do Brasil oferece prestação de serviço totalmente gratuita. Com eles, recrutadores experientes dão suporte e auxiliam a comunidade. Ativos desde 2013, já são mais de 20.000 currículos cadastrados e encaminhados.

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Também é importante ressaltar o comprometimento da empresa com a inclusão de pessoas transgêneras. Se de fato vestem a camisa do movimento ou preenchem a pauta da cota por causa da lei. Entender nossos anseios e ter empatia pela nossa bandeira faz a diferença”, finaliza Gabriella Bueno.

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Precisamos falar sobre representatividade e inclusão. Precisamos de mais Gabriellas em São Paulo, no Brasil e no mundo.

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