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Nova variante do HIV desconhecida por décadas é identificada; mutação é mais violenta e contagiosa

O vírus batizado de VB destrói os linfócitos CD4, uma espécie de glóbulos brancos que são capazes de protger as pessoas de infecções.

Pixabay

Uma nova variante do HIV, até então desconhecida e mais virulenta que o comum foi encontrada por cientistas. A descoberta foi divulgada na última quinta-feira (3). Sabe-se até agora que ela circulou na Holanda nas últimas décadas.

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Calcula-se que a variante surgiu ainda nos anos 90, em Amsterdã, antes mesmo de ter tratamentos mais eficazes disponíveis.

Medicamentos disponíveis funcionam contra a variante descoberta

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Apesar de a variante causar preocupação por demonstrar capacidade evolutiva do HIV e ser mais virulenta, não é motivo para pânico. Estudos indicam que os medicamentos atuais contra o HIV funcionam em pessoas que contraíram o vírus. O estudo mostrou ainda que a variante está em declínio desde 2010.

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Ainda segundo os dados divulgados na revista Science, o vírus batizado de VB destrói os linfócitos CD4, uma espécie de glóbulos brancos que são capazes de proteger as pessoas de infecções.

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Se não tratada, a doença pode atingir, em apenas nove meses, uma fase mais avançada. A variante mais comum atingiria essa fase em 36 meses.

Epidemiologista reforça que não há motivo para pânico

O epidemiologista Chris Wymant, da Universidade de Oxford, reforça não haver motivos para alarde após a descoberta.

“As pessoas não precisam de se preocupar. A descoberta desta variante sublinha a importância das recomendações que já estavam em vigor: que as pessoas em risco de contrair o HIV devem ter acesso a testes regulares para permitir um diagnóstico precoce e um tratamento imediato”, afirmou.

HIV no Brasil

Atualmente no Brasil existem cerca de 920 mil pessoas vivendo com HIV. Desse total, 89% já foram diagnosticadas e 77% fazem o tratamento com remédios antivirais. Das que estão em tratamento, 94% não transmitem mais a doença por estarem com a carga viral baixa. Mesmo assim, em 2019 o Brasil ainda apresentava uma taxa de 4,1 mortes por 100 mil habitantes em decorrência da doença.

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Escrito por Anna Müller

Bastante ativa nas redes sociais, escrevo conteúdo sobre os mais diversos assuntos para a plataforma i7 Network.