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Organização Mundial de Saúde indica produto alternativo diante de escassez do álcool gel

Divulgação/IG

A pandemia do novo coronavírus mudou completamente a vida das pessoas no mundo inteiro. Por causa da rápida propagação da doença, a OMS – Organização Mundial de Saúde orientou que os governantes adotassem como medida de contenção a quarentena. Praticamente, o mundo todo está cumprindo o isolamento social.

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Também alguns hábitos precisaram ser adotados, principalmente na questão de higiene. Para evitar o contágio com o vírus, é importante manter as mãos sempre limpas lavando com água e sabão, porém caso não tenha essa possibilidade é indicado o uso do álcool gel para fazer a desinfecção.

Devido à pandemia, uma busca pelo álcool gel se tornou recorrente nas prateleiras dos mercados. Infelizmente, o produto começou a faltar e muitas pessoas não conseguiram adquirir. Com a falta recorrente, pesquisadores da USP traduziram um documento da OMS – Organização Mundial da Saúde que revelam instruções de como empresas habilitadas podem produzir um produto alternativo.

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O gel antisséptico sem carbopol, principal elemento químico para produzir o álcool gel que está escasso e também pode ser usado em outros produtos. A diretriz já tem mais de dez anos de existência e foi estabelecida justamente por causa de países mais pobres, de forma especial os da África.

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De acordo com especialistas, esta seria uma excelente opção para pode ser usado na substituição do álcool gel no combate ao novo coronavírus. Ele vai ter as mesmas propriedades, desde que na preparação as instruções sejam seguidas da forma correta e em um ambiente industrial.

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“É um sanitizante mais líquido e também mais barato, com o melhor custo-benefício possível”, explicou o pesquisador Filipe Canto, da FCFRP – Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto. A instrução determinada pela OMS mantém algumas matérias-primas para a produção do álcool gel, entre eles estão o álcool isopropílico e o etanol.

Rogério Aparecido Machado, professor de química, ressaltou que fabricar um produto sanitizante pode ser sem dúvida uma boa saída, porém pode esbarrar na questão da falta de matéria-prima, já que o etanol 96% não tem sua venda aberta e com o grande aumento da demanda, o preço pode acabar aumentando.

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