Pastoral Nacional Carcerária quer soltar os presos para evitar coronavírus nas cadeias

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A pandemia mundial do novo coronavírus colocou em alerta a Pastoral Nacional Carcerária. Por intermédio de uma carta aberta publicada nesta sexta-feira (13), a entidade recomendou que as autoridades governamentais soltem os detentos com o objetivo de impedir uma proliferação da doença nas cadeias do país.

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Como prerrogativa, foi citado o Irã. O país persa optou por liberar cerca de 120 mil pessoas das cadeias nacionais, tendo em vista o surto da doença que atinge a região. Até o momento, aproximadamente 7 mil pessoas já foram contaminadas por lá, resultando em 237 mortes de acordo com os números oficiais mais atualizados.

Ainda como argumento, a Pastoral Nacional Carcerária chama a atenção para as condições degradantes em que vivem os presos no país. Infraestruturas sanitárias inapropriadas para seres humanos acabam por favorecer a proliferação de doenças, como a tuberculose, que tem uma facilidade de contaminação 30 vezes superior na cadeia do que em relação à sociedade livre.

Governo federal marca reunião para debater novo coronavírus

Em um encontro conjunto com representante de 24 estados da federação, o governo federal divulgou que novas medidas protetivas serão tomadas nos presídios do país com relação ao novo coronavírus. A partir de agora, os visitantes passarão por uma rigorosa triagem, com o objetivo de impedir a entrada de pessoas com suspeitas da doença nos presídios do país.

O Distrito Federal, por exemplo, cancelou temporariamente qualquer visita nas unidades prisionais, o que também foi criticado pela Pastoral Nacional Carcerária, tendo em vista que a decisão priva os detentos do encontro com os familiares. Agentes penitenciários que apresentarem os sintomas do coronavírus também deverão ser afastados de suas funções.

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