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Alessandra Negrini ousa demais na fantasia e é detonada nas redes: ‘Não precisava disso’

Reprodução/UOL

O carnaval 2020 ainda nem começou oficialmente mas já é responsável por muitas polêmicas geradas nas redes sociais. O último fim de semana ficou marcado por festas de pré-carnaval em todo país e em muitas cidades houve desfiles de blocos já tradicionais.

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Um desses blocos, o Acadêmicos do Baixo Augusta, desfilou no último domingo (16/02) em São Paulo trazendo a atriz Alessandra Negrini como musa e rainha. A polêmica todo ficou por conta da fantasia usada pela atriz, que vestiu apenas um body preto e um cocar com maquiagem que faz referência direta ao povo indígena.

Não demorou para que Alessandra Negrini fosse criticada nas redes sociais e acusada de apropriação cultural. Muitos alegam que se vestir de índio não é fantasia, e que além de desrespeitar a cultura, fortalece estereótipos e hiperssexualiza a mulher indígena.

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Recentemente, a artista e ativista indígena Katú Mirim postou um vídeo em suas redes sociais dizendo que se sente totalmente ofendida quando roupas e adereços indígenas são usados como forma de fantasia. “Isso é racismo. Indígenas existem, resistem e temos cultura“. Na época do desabafo, Katú Mirim sofreu ataque de haters preconceituosos que pediam para que ela voltasse para a aldeia.

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Após o fato, Alessandra chegou a ser “cancelada” por alguns usuários do twitter que costumam usar esse termo como uma forma de interrupção do apoio a um artista, empresa, político ou produto devido à demonstração de algum tipo de postura considerada por eles como inaceitável.

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A atriz se defendeu afirmando ao jornal “Folha de S. Paulo” que a luta indígena é de todos e que por isso decidiu usar a polêmica fantasia. ‘A questão indígena é a central desse país. Ela envolve não somente a preservação da cultura deles como a preservação das nossas matas‘; disse ela ao jornal.

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Escrito por Jean Marangoni

Influenciador digital responsável pelas páginas 'Mussum Sinceris' nas redes sociais, trabalho também com jornalismo online há 3 anos. Para sugestões entre em contato: jeanmarangoni@gmail.com