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Filha de Samara Felippo é vítima de ataques racistas: ‘Estou chorando até agora’

R7

Recentemente, após um episódio envolvendo o Programa Silvio Santos, o tema racismo voltou a ser falado na internet. No entanto, na vida real, até mesmo famosos realmente passam por episódios tristes de preconceito. A atriz Samara Felippo, por exemplo, usou as redes sociais para falar de um episódio que a sua filha, Alícia, acabou sofrendo. 

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Samara tem duas filhas negras, frutos do relacionamento com o ex-jogador de basquete  Leandrinho. Segundo a atriz, em um evento de formatura da escola de Alícia, a menina acabou sendo vítima de frases racistas. O momento foi tão dolorido que, segundo Felippo, ela ficou chorando sozinha sem parar, tentando entender como o mundo é preconceituoso.

Samara contou que a própria folha veio falar com ela sobre os ataques que estava sofrendo. “Os xingamentos para minha filha eram: marrenta, neguinha e cabelo ruim. O clássico do racismo naturalizado”, disse a atriz contando tudo o que aconteceu com  sua vida.  Ela recebeu muitas mensagens de apoio durante esse momento difícil de sua vida. 

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Veja abaixo a publicação feita por Samara Felippo nas redes sociais, na qual ela fala sobre a ação racista que sua filha acabou sofrendo:

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“Ser mãe de duas meninas negras me abriu pra um mundo eu onde eu descobri que não sabia nada. Nao sabia sequer enxergar a dor do outro. Onde eu enxerguei privilégios por ser uma mulher branca numa sociedade tão racista.” Esse é um trecho de uma fala minha na peça @mulheresquenascemcomosfilhos, que num dia de ensaio me veio aos prantos. Eu sempre falo, escrevo mas nunca tinha passado com minhas filhas por uma situação de racismo. E pela primeira vez me deparei diretamente com o que muitos passam DIARIAMENTE. Estávamos na festa de formatura da Alícia, enquanto os pais conversavam no salão de festas as crianças brincavam no parquinho ao lado. Quando uma delas veio até a mãe: “Mae, tem dois adolescentes zoando e implicando com a gente” Eu imediatamente levantei e fui a passos largos. As crianças relatavam: “Aqueles três, puxaram o cabelo do fulano, zoaram com a ciclana” Meu sangue começou a entrar em ebulição, fui que nem um bicho pra cima dos moleques e falei tudo que tenho vontade pra racistas, mesmo os ainda nem sabem que são. Garotos brancos de 14 anos, classe média de merda, com a camisa verde e amarela. Os xingamentos para minha filha eram: marrenta, neguinha e cabelo ruim. O clássico do racismo naturalizado. Agradeço ao que me fez sair da minha bolha branca e ter desde cedo esclarecido minha filha, enaltecido sua esperteza, beleza, coragem, seu cabelo, sua pele, suas raizes…e feito ela sair dessa situação de cabeça erguida e fortalecida. E assim continuo fazendo. Sei que não será a primeira e nem última vez que ela passará por isso. Agora eu te pergunto: se eu como mulher branca, cheia de privilégios, minhas filhas negras mas ainda sim com seus privilégios, seja por classe social ou tom de pele( Sim, tom de pele conta nesse país!!Quanto mais preta a pele mais preconceito sofre-se, leia sobre Colorismo)passamos por isso, imagina quantas meninas pretas passam todos os dias? Te pergunto: se eu mulher branca estou até agora chorando sozinha, com ódio e raiva, querendo esfolar a cara daqueles moleques e os pais deles, como não validar e enxergar a raiva e ódio de SÉCULOS de humilhação e violência? Acordem!

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Lembrando que, no Brasil, racismo é crime e pode dar até prisão. No final de semana, uma modelo da África do Sul, Zozi Tunzi, foi coroada Miss Universo. É uma das raras vezes que uma mulher negra recebe o título de mais bela do planeta. O concurso de 2019, no entanto, acabou mesmo assim tendo bem menos repercussão que o comum aqui no Brasil. 

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Escrito por FERNANDO B

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