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Caso raro de gêmeas que dormem desde o nascimento intriga os médicos e causa comoção

Jornal de Brasília

Médicos e moradores da cidade de Redenção, no Pará, estão intrigados com o raro caso das irmãs que dormem desde o seu nascimento, há seis meses. Sem um diagnóstico preciso, Ana Júlia e Ana Sofia, são mantidas vivas com a ajuda de aparelhos.

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Luana, mãe das crianças, passa a maior parte do dia em uma cadeira reclinável ao lado das filhas, no hospital regional de Redenção. Ela chegou a passar cinco dias acordada, e os médicos ainda não explicaram o motivo da falta de sono.

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No terceiro mês de gravidez Luana passou por uma cirurgia. Tudo ocorreu bem até o nascimento das filhas, que aconteceu no oitavo mês de gestação por orientação médica. Quando as gêmeas nasceram, elas não se mexiam, choravam ou esboçavam nenhuma reação, fato que surpreendeu a equipe do laboratório, afirmou a mãe.

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A principal suspeita é que as meninas sofram de um raro quadro de erro inato do metabolismo. Essa alteração genética impede que o corpo transforme os alimentos em energia, tendo como consequência: desordem na taxa de glicose, convulsões, atrasos no desenvolvimento intelectual, coma, entre outras alterações. Essa condição pode ocorrer em qualquer fase da vida, sendo mais frequente nos primeiros anos.

O diretor Rodolfo Skrivan, disse em entrevista ao G1, que está buscando ajuda de outros hospitais para concluir o diagnóstico do quadro, já que alguns exames genéticos só são realizados apenas em grandes centros, como a cidade de São Paulo. Os exames necessários podem custar até 7 mil reais.

O quadro clínico das meninas está se agravando devido a infecções adquiridas no ambiente hospitalar. O biomédico responsável pelo tratamento das garotas garante que sem diagnóstico conclusivo não há o que possa ser feito.

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