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Rede TV! é condenada a indenizar Zilu e Zezé Di Camargo em R$ 406 mil por danos morais

Créditos: UOL

Após uma longa batalha judicial, o cantor Zezé Di Camargo e Zilu, sua ex-esposa, venceram a Rede TV! nos tribunais e deverão receber R$ 406,8 mil de indenização por danos morais. A Justiça concluiu que a emissora ofendeu a família Camargo, ao exibir o quadro “Vida de Wanessa Camargo Vira Novela Mexicana” , no dia 11 de março de 2004, dentro do programa TV Fama.

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A família alegou que a narração do quadro era fantasiosa e com intenção de ridicularizar Wanessa. Na atração, a cantora foi apelidada de “Wanessa Amargurada Camargo“, e Zilu como “Zuleide Zuada Camargo”, enquanto Zezé foi nomeado como “José Filha Faz o Que Quer Camargo“.

A defesa do ex-casal conclui que a novela mexicana passou a imagem de uma família desestruturada para o telespectador. Na época, Zezé e Zilu ainda eram casados. “Isso certamente causou prejuízo ao Zezé, pelo fato de seu nome estar estreitamente ligado à sua imagem”.

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A emissora se defendeu, alegando que a Constituição garante o livre pensamento e a liberdade de expressão sem restrições, e que, por serem pessoas pública, Zezé e Zilu deveriam assumir os riscos referentes à fama.

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Na ação movida, em 2004, a defesa da família Camargo pediu uma indenização de R$1,1 milhão por danos morais e materiais. Em 2008, Rede TV! foi condenada a pagar R$ 800 mil, mas recorreu, alegando não ter cometido nenhum ato ilegal. O casal conseguiu uma vitória em segunda instância em 2012, mas a indenização foi reduzida para R$ 100 mil.

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Em 2017 as partes envolvidas fizeram um acordo financeiro, e a Rede TV! aceitou pagar R$ 406,8 mil. Porém, a emissora não fez o pagamento em dinheiro e ofereceu um sistema de refrigeração e um transmissor como garantia de penhora.

Os bens oferecidos foram rejeitados pela defesa de Zezé e Zilu. “Não foi feito o pagamento e estamos buscando outros ativos da emissora. Se não acharmos, vamos pedir a desconsideração da personalidade jurídica e solicitar a expropriação dos bens dos sócios”, finalizou Cesar Alexandre Padula Miano, advogado dos Camargo.

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