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Divulgação das mensagens é uma forma de ‘invalidar condenações da Lava Jato’, diz Moro

Divulgação/GGN

Sérgio Moro, o atual ministro da Justiça, participou nesta terça-feira, 2 de julho, de uma audiência na Câmara. A presença do ministro tinha o objetivo de que ele prestasse esclarecimentos sobre o conteúdo de mensagens que foram divulgadas na mídia. As mensagens estão sendo atribuídas a ele e a procuradores da República.

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O ministro afirma claramente que houve uma invasão de celulares de autoridades, sendo esse um fato criminoso, pois estão tentando invalidar as condenações de uma das maiores operações já realizadas no Brasil, a Operação Lava Jato.

A audiência que transcorreu de maneira conjunta com as comissões de Constituição e Justiça (CCJ), de Administração e Serviço Público e também de Direito Humanos e de Trabalho, manteve o clima de tensão e gerou vários bate-bocas entre apoiadores do ministro e os parlamentares que são oposição.

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Com os ânimos exaltados, Felipe Francischini, presidente da CCJ, ameaçou encerrar os trabalhos caso os deputados não se acalmassem. A oposição fez diversas críticas a postura de Sérgio Moro na época em que ainda era juiz responsável pela operação.

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Moro afirmou novamente que não reconhece que as mensagens que foram divulgadas na mídia através do site The Intercept sejam autênticas. O ex-magistrado ainda fez questão de ressaltar que é algo comum que juízes mantenham o diálogo com advogados e procuradores sobre processos.

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O site The Intercept divulgou várias mensagens nas últimas semanas revelando supostas mensagens que teriam sido trocadas entre o ministro e o coordenador da força-tarefa da Lava Jato.

De acordo com as reportagens feitas pelo portal, Moro teria orientado a atuação de procuradores da República na ocasião em que ainda era responsável pelos processos. O fato é que Moro e os integrantes do Ministério Público não reconhecem o conteúdo das mensagens que foram divulgadas na mídia.

“A meu ver, o que existe é uma tentativa criminosa de invalidar condenações, e o que é pior: a minha principal suspeita é de que [o objetivo] seja evitar o prosseguimento das investigações”, afirmou o ministro.

Ele ainda fez questão de ressaltar que criminosos que temem as investigações estão tentando a todo custo evitar sua continuidade. Moro ainda destacou que agiu com correção e sempre baseado na lei.

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