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Fotos de Yasmim recebem pedidos de socorro nos comentários: ‘Eu serei a próxima’

Gazeta Online

Após a triste notícia da morte da menina Yasmim, milhares de pessoas foram até as redes sociais da jovem para demonstrar solidariedade à família e deixar sua mensagem de apoio para este momento difícil.

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Em meio aos diversos comentários com despedidas, uma coisa chamou muito a atenção: a grande quantidade de pessoas que usaram as fotos da jovem para deixar um desabafo e até mesmo pedir ajuda. Muitos jovens, inclusive, de idade semelhante a de Yasmin.

Nas fotos da jovem algumas pessoas relataram solidão e demonstraram procurar alguém para conversar. A psicóloga e neuropsicóloga Elaine Di Sarno disse, em entrevista à Veja São Paulo, que a conversa com uma pessoa depressiva deve ser realizada de forma não agressiva, sem qualquer acusação ou julgamento.

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“É fundamental ouvir com atenção e respeito, sem julgamentos. O importante é reafirmar a preocupação e o desejo de conversar e ajudar, mesmo que isso implique tocar em assuntos delicados. É muito importante que a pessoa se sinta acolhida, que se sinta amada, já que nesse período a auto estima estará muito em baixa”, explica Di Sarno.

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Segundo a especialista, não há nenhuma formula para identificar uma pessoa depressiva, mas o isolamento é uma grande tendência da doença. Di Sarno afirmou que o depressivo se afasta de amigos e familiares, perde o interesse em coisas que gostava e tem mudanças no sono e na alimentação. Outra sintoma que pode ser observado é se a pessoa aparenta estar deixando de lado cuidados básicos consigo mesma, como tomar banho diariamente ou até mesmo escovar os dentes.

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Além dos pedidos de ajuda e das centenas de despedidas, também é possível encontrar nos posts de Yasmin diversos relatos de luta constante contra a depressão. “Eu não vou desistir de viver nunca”.

A psicologa Di Sarno afirmou também que a depressão tem tratamento e que a pessoa depressiva pode viver uma vida normal, saudável e feliz. A especialista garante ainda que um profissional de psicoterapia pode auxiliar nesse processo.

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Escrito por Higor Mendes

Redator com três anos de experiência, apaixonado por história da Segunda Guerra Mundial, política, futebol e curiosidades em geral.