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Catador de lixo tenta ajudar família e acaba morto pelo Exército do Rio de Janeiro

G1/iG

O Exército do Rio de Janeiro cometeu um grande erro no último dia 7. Soldados dispararam contra um carro de classe média, onde dentro tinha uma família. Foram 80 tiros e, na hora, morreu o músico Evaldo dos Santos Rosa. 

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Ao ver que dentro do carro tinha uma família de inocentes, o catador de lixos recicláveis, Luciano Macedo, foi tentar ajudar aos que estavam dentro do carro se safarem daquela situação. O catador acabou recebendo um disparo.

O caso aconteceu na Zona Norte do Rio de Janeiro e o catador não tinha morrido na hora, pois ele foi socorrido e ficou internado no Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes. Na quarta-feira, dia 17 de abril, a Justiça determinou que Luciano deveria ser transferido para o Hospital Moacyr Carmo, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

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Após a decisão judicial, a Secretaria Estadual de Saúde interviu e informou que o catador não poderia ser transferido por conta de seu estado de saúde, considerado gravíssimo pelos médicos.

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Militares afastados

Nesta quinta-feira, dia 18 de abril, foi confirmada a morte de Luciano Macedo após 11 dias de internação. Contudo, o homem tentou ajudar uma família se safar de uma situação perigosíssima e acabou sendo um dos feridos.

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Os 12 militares do Exército, que participaram da ação, foram afastados e ficaram presos logo após prestarem depoimento sobre o que aconteceu no dia. O caso ficou por cargo da Justiça Militar e isso foi alvo de muitos protestos. Após a grande repercussão do caso do músico, agora o caso do catador também ocupa os Trending Topics do Twitter.

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Escrito por Bruno Avila

Redator de futebol, política e famosos desde 2016. Hoje um dos redatores mais lidos do 1News Brasil. Fique à vontade para falar comigo: brunoavilaprof@outlook.com