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Flamengo quer indenizar em dobro famílias das vítimas de incêndio

EL PAÍS

Pouco mais de duas semanas após o incêndio no Ninho do Urubu, que matou 10 garotos da base do Flamengo, o presidente do clube, Rodolfo Landim, disse em entrevista que quer fazer acordo o mais rápido possível e que pretende pagar o dobro do valor previsto nesses casos.

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A referência dos valores é baseada na jurisprudência de casos semelhantes, com decisão no Superior Tribunal de Justiça (STJ). “São situações mais próximas, casos de crianças sob a guarda de empresa ou de alguém“, disse Landin

O presidente do clube deu a entender que esse valor seria menor do que o pedido em negociação com o Ministério Público Estadual, o Ministérios Públicos do Trabalho (MPT-RJ) e a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro. 

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A procuradora Danielle Cramer, do MPT-RJ, informou que o clube ofereceu de R$ 300 mil a R$ 400 mil por família, porém os órgãos sugeriram R$ 2 milhões para cada. Essa negociação ocorreu na última terça-feira entre as famílias, autoridades e representantes do Flamengo.

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O Clube mostrou preocupação em manter os valores sob sigilo para privacidade e segurança das famílias. Landim ainda disse ser impossível pagar dez ou cem vezes o valor da jurisprudência.

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Essa foi a primeira entrevista do presidente do Flamengo após o incêndio.  Disse ter certeza que o incêndio foi uma fatalidade: “O Flamengo teve alvará pra utilização do Ninho com módulos iguais aos que estavam ali, com licença emitida em janeiro de 2012. Poderia não ter um alvará naquele momento. Mas já teve autorização para módulos semelhantes àqueles. Tenho zero de duvida que foi uma fatalidade“, afirmou.

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