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Execução ou legítima defesa? Ação policial que deixou 15 mortos no Rio é investigada

Montagem: Marlon Cavalcante

Uma ação nos morros do Fallet-Fogueteiro, Coroa e Prazeres, na região central do Rio de Janeiro acabou resultando em 15 mortes. O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), apareceu em vídeo vinculado nas redes sociais, legitimando a ação polícial. “O que aconteceu no morro Fallet-Fogueteiro foi uma ação legítima da PM”, disse Witzel ao lado do coronel Rogério Figueredo, secretário estadual de Polícia Militar do Rio.

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Entretanto, a Defensoria Pública acredita haver indícios de fuzilamento onde ocorreu a operação. A mãe de um dos mortos afirmou que seu filho foi esfaqueado sem disparar contra a polícia.

Witzel ratificou o discurso que o fez sair vitorioso nas últimas eleições “Nossa Polícia Militar agiu para defender o cidadão de bem. Não vamos admitir mais qualquer bandido usando armas de fogo de grosso calibre, fuzis, pistolas, granadas atentando contra a nossa sociedade. Vamos continuar agindo com rigor.

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Dois dias atrás, um grande confronto aconteceu entre as facções Comando Vermelho (CV) e Terceiro Comando Puro (TCP). A ação que resultou nas mortes foi montada estrategicamente para intervir nesta guerra interna entre criminosos, e tendo como objetivo principal a preservação de vidas inocentes. A região da Coroa e Prazeres vem sofrendo com a guerra de facções pelo controle das bocas de fumo.

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INDÍCIOS DE FUZILAMENTO

Fontes ouvidas por reportes, disseram que a maioria das execuções foi com tiros nas costas e na cabeça, versão distinta da dos polícias que afirmaram que houve uma intensa troca de tiros. A Divisão de Homicídios (DH) está investigando o caso e solicitou a apreensão das armas usadas pelos policiais que participaram da operação para exame de confronto balístico. 

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