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Mãe declara: ‘Não consegui evitar que minha filha de 24 anos tirasse a própria vida’

Pragmatismo

Ana Luísa era uma menina querida e doce, de 24 anos, que queria viver, mas sentia dentro de si uma dor que não a deixava ser feliz. Suas crises de ansiedade eram tão fortes que a jovem desmaiava. Seus pais a levaram ao cardiologista e neurologista, mas os exames não deram nada.

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Ana Luísa sofria muito e em suas últimas semanas de vida não conseguia mais dormir. Não queria mais tomar os remédios para dormir porque os pesadelos e as lembranças vinham à tona sempre que fechava os olhos. 

Finalmente, alguns meses antes do suicídio, a  família conseguiu uma psicóloga em que a jovem confiou e contou tudo o que aconteceu em sua infância. A jovem havia sido abusada sexualmente aos dez anos de idade na escola particular onde estudava em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo.  

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Foi quando a mãe descobriu que sua menininha foi estuprada por seis meses por um garoto seis anos mais velho, no banheiro da escola nas aulas de Educação Física. Por alguns meses, esse era o motivo de ela chorar tanto para não ir as aulas.

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Quando assistia cenas de abuso em filmes ela chorava e gritava. Se automutilava, cortava braços e pernas. Fazia cortes tão profundos que precisava levar pontos na maioria das vezes. Fazia isso na tentativa de aliviar a dor que estava presa em sua alma. Ana Luísa deixou uma mensagem de agradecimento e despedida para a psicóloga, o pai, a mãe e o namorado, onde disse que não era culpa deles, mas ela não aguentava mais viver com a dor das lembranças, ela saiu e nunca mais voltou.

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Hoje, seus pais fazem um alerta para os familiares de pessoas depressivas, sempre há algo por trás de tanta dor, ajude, busque especialistas, não é bobagem, pode custar a vida de quem você ama.

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Escrito por Cláudia

Claudinha