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‘Caso Bolsonaro’: PF encontra extratos bancários que podem mudar investigação

As investigações sobre o atentato ao candidato a presidente da República, Jair Bolsonaro, continuam. E a linha de apuração que pediu a quebra de sigilo bancário das contas do suspeito, Adelio Bispo de Oliveira, trazem uma nova linha de investigação, que apura se realmente o homem de 40 anos planejou, bancou e cometou todo o crime sozinho. Também, ainda há questionamentos sobre quem financia os quatro advogados que estão defendendo o agressor.

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Diante desse cenário, o Jornal O Globo revelou mais informações sobre a nova linha de investigação da PF, que obteve os dados do cartão de crédito internacional e extratos de contas bancárias do autor confesso do atentado. Na pensão, onde Adelio se hospedou em Juiz de Fora, foi encontrado um cartão de crédito internacional do Banco Itaú e dois cartões da Caixa Econômica Federal, sendo um de conta corrente e de outro de conta-poupança. Na oportunidade, os agentes também encontraram extratos dos dois bancos e um recibo no valor de R$ 430, tudo em nome de Adélio.  

De acordo com O Globo, o registro do material consta em um auto de apreensão das buscas no quarto do suspeito. Agora, o objetivo da PF é descobrir como o esfaqueador estava conseguindo dinheiro para viver, já que, oficialmente, estava desempregado há algum tempo. O cartão internacional também gerou suspeitas. Segundo informações divulgadas sobre Adelio, ele passou por 12 empregos nos últimos sete anos – não ficou mais do que três meses em cada um.

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Adelio Bispo de Oliveira vem de uma família pobre de Montes Claros. Viveu a maior parte do tempo fora de sua cidade natal e não mantinha muito contato com os parentes. Dessa forma, há poucas pessoas verdadeiramente íntimas ao suspeito que possam trazer mais informações sobre sua vida privada.

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Outro ponto de investigação é sobre os quatro advogados que defendem o agressor de Bolsonaro. Os profissionais disseram que estão recebendo de igrejas evangélicas de Montes Claros e pessoas ligadas a elas. Mas as instituições que Adelio já frequentou – e as que foram citadas pelos advogados – negaram qualquer ligação com a contratação dos defensores. Assim, ficam os questionamentos sobre quem está pagando o serviço ou se eles decidiram defender Adelio gratuitamente – para ganhar notoriedade.

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O presidenciável Jair Bolsonaro foi esfaqueado na quinta-feira (6/9), durante um ato público de campanha em Juiz de Fora (Zona da Mata de Minas Gerais). Adelio assumiu a total culpa do atentado contra o candidato do PSL e está preso, preventivamente, em um presídio federal no Mato Grosso do Sul. Os laudos periciais divulgados até o momento confirmam que o suspeito agiu sozinho ao cometer o ataque.

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