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Após ter candidatura barrada, Lula sofre outra dura decisão da Justiça

O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva está preso pelo crime de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Porém, o petista tentou oficializar sua candidatura à Presidência da República.

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O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) julgou a legitimidade da candidatura de Lula e, com base na Lei da Ficha Limpa, o tribunal vetou o ex-presidente nas eleições presidenciais de 2018 por 6 votos a 1, tendo apenas o ministro Edson Fachin votado contra barrar a candidatura do petista.

O maior argumento utilizado pela defesa do ex-presidente para tentar oficializar uma eventual candidatura foi parte do comitê de direitos humanos da ONU (Organização das Nações Unidas) ter emitido uma nota, dizendo que seria contra a democracia barrar o Lula em sua candidatura.

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Após ter a sua campanha barrada, Lula sofreu mais uma dura decisão do TSE, pois o tribunal também determinou que o ex-presidente deveria ser retirado do horário eleitoral na rede brasileira de televisão. Segundo advogados eleitorais do PT, a decisão do TSE não impede a aparição de Lula como apoiador de Haddad, e sim a sua exibição na condição de cabeça de chapa. A legislação prevê que apoiadores de candidatos poderão dispor de até 25% do tempo de cada programa.

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O PT (Partido dos Trabalhadores) terá um tempo determinado para anunciar o substituto para candidatura à Presidência da República, caso contrário, o TSE barrará o partido nas eleições presidenciais de 2018. Segundo um ex-ministro do TSE, ouvido pela BBC News Brasil, se o PT desistir da candidatura de Lula e resolver oficializar Haddad como candidato, dois novos pedidos terão de ser feitos: um para o ex-prefeito de São Paulo, agora como titular da chapa, e outro para Manuela D'Ávila (PCdoB), como vice. O TSE terá, então, até o dia 17 de setembro para avaliar tais solicitações.

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A partir desse cenário, sem vias de dúvidas, nas propagandas eleitorais, o ex-prefeito de São Paulo deve utilizar muito o nome de Lula, para assim tentar levar os votos que tinha o petista, pois o mesmo liderava as pesquisas presidenciais com, geralmente, cerca de 30% das intenções de votos.

Os levantamentos mostram Jair Bolsonaro (PSL) em segundo lugar nas intenções de votos, agora o mesmo deve liderar as pesquisas.

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