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Cistite: saiba mais sobre a doença da lua de mel

Talvez você ainda não tenha ouvido falar sobre a "doença da lua de mel" e/ou síndrome do namorado novo, e ela é muito mais comum do que você imagina. Vale ressaltar que, caso não seja tratada corretamente, pode trazer sérias complicações à saúde.

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A cistite é o nome dado a infecções da bexiga, causadas por uma bactéria conhecida como Escherichia coli, que habita a região perineal (ao redor do ânus). Muitas vezes a cistite é confundida com uma infecção urinária, no entanto ela não é sinônimo de infecção urinária. Ela acontece quando a Escherichia coli encontra um ambiente perfeito para se multiplicar, causando assim a infecção desse órgão.

Mas por que a cistite é conhecida como doença da lua de mel?

A cistite ficou conhecida por ser a doença da lua de mel ou síndrome do namorado novo, porque durante a relação à dois, a fricção causada pelo movimento constante aumentam consideravelmente as chances das bactérias serem transportadas para o canal da uretra e chegarem com mais facilidade até a bexiga. 

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Como durante a lua de mel, geralmente, o número de relações é maior, a ocorrência da cistite é maior nesse cenário, e pode acontecer quando surgem novos parceiros ou o ato se torna mais recorrente, por isso também é conhecida como síndrome do namorado novo.

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Cistite: saiba mais sobre a doença da lua de mel

De acordo com o ginecologista do Hospital Sírio-Libanês, dr. Eduardo Vieira da Motta, a cistite pode acometer tanto a homens quanto a mulheres. Porém, nas mulheres a cistite é mais frequente, porque a uretra feminina mede aproximadamente 5 cm, então as bactérias chegam até a bexiga com mais facilidade. No caso dos homens, a uretra possui cerca de 12 cm, por isso a incidência é menor.

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Há mais causas para a doença:

  • Ficar segurando a urina por muito tempo – esta atitude faz com que o líquido fique concentrado, tornando o ambiente ainda mais propício para a proliferação das bactérias;
  • Pouca hidratação – beber pouca água faz com que a micção diminua e, assim, a eliminação das bactérias fica prejudicada, ou seja, a limpeza da bexiga não ocorre da maneira correta;
  • Má higienização – cuidar da higienização íntima é de suma importância, a falha nesse processo aumenta a presença de bactérias (mais comum em crianças e idosos).

Quais são os sintomas da cistite?

Os sintomas mais comuns da cistite geralmente são:

  • Vontade persistente de urinar;
  • Urinar em intervalos curtos e em pequenas quantidades;
  • Dor e ardência no momento de urinar;
  • Sangue na urina (hematúria);
  • Urina turva ou com cheiro forte;
  • Desconforto na região pélvica;
  • Sensação de pressão no abdômen inferior.

Como a micção aumenta, você pode sentir a necessidade de urinar dezenas de vezes em pouco tempo, e a dor se torna cada vez mais forte. O diagnóstico da cistite é clínico, contudo o médico pode pedir alguns exames, como o de urina, cistoscopia e também raio-x ou ultrassonografia.

Tratamento da cistite

Infelizmente, as pessoas deixam de tomar água quando começam a sentir dor no momento de urinar, esse é um dos maiores erros que se pode cometer. Na verdade, quanto mais vezes você fizer xixi, mais rapidamente a bexiga fica limpa. Nesse caso, o recomendado é beber muita água, quanto mais melhor. Ao usar o banheiro, se o xixi estiver claro, é sinal de que vocês está bem hidratado.

Se os sintomas da cistite não passarem em no máximo dois dias e as dores persistirem, é preciso buscar ajuda médica imediatamente. Nesse caso, é necessário entrar com tratamento medicamentoso, que será prescrito pelo profissional de saúde habilitado.

Complicações da cistite

A cistite, quando não tratada da maneira correta, pode evoluir agudamente para um quadro de inflamação ascendente e chegar até os rins, causando a chamada pielonefrite, que é uma grave infecção, e pode ocasionar a destruição dos rins, levando a insuficiência renal e suas consequências.

O quadro ainda mais grave é o da septicemia, quando a bactéria ganha a circulação sanguínea e se espalha por todo corpo. Essa situação é gravíssima, com alto risco de óbito, que ocorre por chamado choque séptico com falência de múltiplos órgãos do corpo, como pulmões, rins, fígado e coração.

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