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Vaporização íntima funciona? Veja o que diz a ciência sobre essa moda

A vaporização íntima é uma prática que tem crescido muito nos últimos anos. A técnica consiste em sentar-se sobre um recipiente com uma mistura de água quente e uma série de ervas aromáticas de forma que a região íntima feminina tome um “banho de vapor”.

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Uma das celebridades responsáveis por tornar mais conhecida a prática da vaporização íntima é a atriz americana Gwyneth Paltrow. A atriz mantém um site sobre estilo de vida e constantemente dá dicas e sugestões sobre tendências e novidades relacionadas à saúde – boa parte delas com resultados controversos.

O que diz a ciência

A vaporização na região íntima, assim como uma infinidade de outras práticas, não apresenta nenhuma evidência científica que comprove a existência de algum benefício para a saúde da mulher. Além disso, não há nenhuma pesquisa sobre suas possíveis consequências negativas.

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No Reino Unido uma sessão de vaporização custa em torno das 35 libras – 185 reais. Nos Estados Unidos, os valores giram em torno dos 50 dólares – 200 reais. Em ambos os casos a prática não é aprovada e muito menos regulamentada pelas agências de saúde.

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Já no Brasil é possível encontrar kits a partir de dez reais para a preparação da vaporização íntima.

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Como não há efeitos positivos cientificamente comprovados pesquisados apontam que os relatos positivos de mulheres que passaram por essa prática podem estar relacionados ao efeito placebo. Ou seja, todos os resultados podem ter origem psicológica uma vez que a mulher acredita no procedimento que está realizando.

Por fim, é importante ressaltar que aumentar a temperatura na região pode causar riscos. Ela se mantém na temperatura corporal (37°) e quando aumentamos sua temperatura as chances de que bactérias e fungos prejudiciais se proliferem é muito maior. Uma das primeiras consequências disso o aparecimento da candidíase.

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