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PT e PSDB devem se unir contra Jair Bolsonaro

Desde as eleições presidenciais de 1994, o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) disputam o Planalto. Neste ano, porém, surgiram dois fatores que podem fazer com que apenas um destes partidos avance ao segundo turno.

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O primeiro deles é Jair Bolsonaro (PSL), que lidera a pesquisa presidencial no cenário sem Lula (PT) e tornou-se uma pedra no sapato de PT e PSDB. O segundo fator é justamente Lula, que está preso e deve ficar inelegível pela Lei da Ficha Limpa, após condenação em segunda instância.

Em entrevista ao repórter Matheus Meirelles, da Jovem Pan, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que derrotou Lula em 1994 e em 1998, afirmou que não fechou as portas para nenhum tipo de relacionamento com partidos e que pode ocorrer um apoio mútuo entre PT e PSDB caso Bolsonaro avance ao segundo turno.

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“Espero que o PSDB vá para o segundo turno e acho que o PT espera a mesma coisa, mas dependendo das circunstâncias, eu não teria nenhuma objeção a isso”, afirmou FHC, dizendo que não se oporia caso seu partido decidisse apoiar o PT no segundo turno.

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Na mesma entrevista, Fernando Henrique afirmou que não vê com bons olhos a polarização entre os dois partidos. Presidente do Brasil entre 1995 e 2002, FHC foi enfático ao citar a inelegibilidade de Lula.

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A possível união entre PT e PSDB mostram a força de Jair Bolsonaro e pode ser um grande aliado para ele em hipotético segundo turno. O candidato do PSL poderia apresentar ao grande público a ideia de que os partidos mais conhecidos estão se unindo contra ele para não perder os privilégios que têm.

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