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Homem se casou por dinheiro com a ‘mulher mais feia do mundo’; ela e o filho tiveram um final trágico

Julia Pastrana foi uma jovem de origem mexicana que nasceu no ano de 1834, tendo falecido em 25 de março de 1860, na Rússia. A história dela e do filho foi trágica tendo em conta que eles viveram em um período no qual as pessoas não tinham conhecimento de ciência e davam credibilidade para crendices populares sem comprovações científicas.

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Devido à abundância de pêlos no corpo dela, assim como também a mandíbula diferenciada, pessoas que viviam naquele período falaram que ela era o cruzamento de macaco com ser humano, sendo conhecida como "A Mulher-Macaco".

Entretanto, hoje em dia já foi comprovado que ela tinha Hipertricose, que é uma doença na qual a pessoa cria muitos pêlos no corpo. Ou seja, ela não era cruzamento de um macaco com ser humano, pois biologicamente é impossível de acontecer em razão de fatores lógicos e biológicos. Logo, as teorias que existiam em torno dela não eram procedentes, mas aconteceram devido à ausência de conhecimento das pessoas.

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Um homem chamado de Theodore Lent aproveitou a condição dela para propor um casamento com o objetivo de gerar lucros financeiros em torno do assunto, eles tiveram um filho juntos. O ‘marido’ também era empresário dela e exibia Julia como se ela fosse um animal primitivo, se aproveitou da aparência da esposa para conseguir ter dinheiro, uma vez que as pessoas pagavam para vê-la.

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Lent apresentou sua mulher para o mundo, nas apresentações ela dançava e tocava instrumentos, as pessoas olhavam como se fosse um animal não evoluído com algum grau de inteligência. Durante toda a vida, ela teve dois maridos, sendo Theodore o último que contraiu matrimônio.

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O casal teve um filho, que faleceu devido a complicações no parto. A mãe, que também teve um final trágico, tiveram o corpo embalsamados e foram utilizados como múmias para que Lent conseguisse ter mais dinheiro, porém ele terminou na miséria. Mãe e filho só tiveram direitos de serem enterrados no ano de 2013, quando a mexicana Laura Anderson Barbata lutou na justiça para conseguir obter o feito.

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